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    1 Em Além da Maquilagem

    MUDANÇA DE HÁBITO

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    Caso não queira ler é só da o play no áudio abaixo. 🙂

    Você deve ter visto o título deste post e deve ter pensado: “Será que ela está falando daquele filme antigo?”, e  se você não sabe de qual filme eu estou falando, minha amiga, é sinal que eu estou ficando velha e sinal que você precisa de uma sessão de filmes.

    Mas calma, para te ajudar eu vou deixar a capa do filme aqui embaixo, depois você vai lá assistir. 

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    O título tem tudo a ver com assunto de hoje, mudança de hábito, se você me segue lá no Instagram, já deve tá ligado que eu mudei completamente meu estilo de vida e olha não foi porque eu quis. A mudança aconteceu porque minha saúde pediu socorro, me deu um puxão de orelha.

    Nesse post eu vou te contar tudo sobre essa mudança, o que aconteceu, o que me levou a fazer isso e também como eu tenho levado tantas mudanças de uma hora pra outra.

    Eu sempre tentei levar uma vida saudável, mas confesso que não era lá aquelas coisas, sabe? Eu comi uma salada, um franguinho grelhado, mas não resistia a um bom doce, uma boa sobremesa e principalmente a uma boa massa. Eu amo pizza, macarrão, lasanha, e antes eu comia basicamente esses itens, pelo menos umas três vezes na semana.

    E para mim estava tudo ótimo, tudo tranquilo, afinal eu sempre consegui manter meu peso. Eu sempre tive meus exames ok, e nunca tinha pesado mais do que o considerável saudável para meu tamanho e tipo físico.

    Ah, só para deixar claro, esse post não vai ser sobre o meu peso e tudo que eu perdi nessa mudança, eu quero que o foco dele seja realmente essa “virada de chave” e o que me levou até ela, porque pode ser que você precise dessa mudança também.

    Outro fato que fazia eu levar minha vida tranquilamente do jeito que estava levando, é que eu sempre fui muito ativa, desde pequena eu pratico esporte, e até durante a pandemia eu tentei seguir praticando alguma atividade física, então eu sempre pensava: “Ah, eu tô fazendo exercício aqui, então eu tenho a liberdade de comer tudo o que eu quero, afinal, eu mereço!” , acabava que eu não comia nada nutritivo para o meu corpo.

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    Eu na academia ano passado 🙂

    E aí chegou a pandemia né minha gente, mudou muita coisa na minha vida viu? E eu acho que mudou na vida de outras pessoas também. Durante a pandemia eu acabei deixando de lado a atividade física, eu parei de consumir qualquer coisa saudável. Na verdade, eu estava trabalhando tanto, que acabava esquecendo da minha saúde. Eu não fazia o meu almoço, a minha janta, eu acabava cedendo aos aplicativos de comida, ficava tão cansada à noite que tudo que eu queria era deitar na cama, tomar uma cervejinha ou um vinho e dormir, eu nem pensava em atividade física.

    E aos poucos a minha rotina se tornou, levantar cedo, tomar café, trabalhar, pedir marmita, almoçar, trabalhar até as 22h30 pedir comida novamente ou comer o que sobrou da marmita, tomar banho e dormir.

    Eu não sei se você sabe, mas eu trabalho 90% do tempo na frente do computador, ou seja, 90% do meu tempo fico sentada. Parando de fazer atividade física e tendo uma alimentação totalmente não nutritiva, eu estava o próprio sedentarismo em pessoa. 

     

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    Só que, minha gente, o corpo fala, e eu comecei a me sentir muito cansada, comecei a me sentir pesada e quando eu falo pesada, quero dizer que eu não tinha fôlego, não tinha força para subir uma ladeira por exemplo, parecia que não estava aguentando meu próprio corpo. 

    Eu voltei a fazer pole dance e eu comecei a sentir muita dor para fazer qualquer movimento, eu ia caminhar sentia dor no meu joelho, e o principal, o fato que acendeu uma luzinha amarela em mim, foi a queda do meu cabelo. 

    Meu cabelo começou a cair muito, mas quando eu falo muito, é muito mesmo, durante o banho saia tufos e tufos de cabelo, fora o que cai ao longo do dia e ficava no chão da minha casa.

    Juntando a queda do cabelo, a falta de disposição e as dores no joelho, eu resolvi fazer um check-up.  

    Todo ano eu gosto de fazer exames para saber como está a minha saúde, mas em 2020, por conta da pandemia, eu fiquei com certo receio de ir até os médicos fazer os exames e acabei deixando passar, mas em 2021 por conta de todos esses sintomas que eu estava sentindo eu resolvi fazer o check-up.

    Aqui em Maringá alguns médicos estavam atendendo normalmente, claro com horário marcado e com todos os protocolos de segurança sendo seguido, então no começo do ano eu consegui agendar ginecologista, endocrinologista, dermatologista, nutricionista e um personal para fazer uma avaliação.

    A minha primeira consulta foi com a endocrinologista, sai da clínica com vários pedidos de exames, que fiz na mesma semana da consulta, pois ia aproveitar esses exames para mostrar para os outros médicos.

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    O resultado do exame de sangue chegou e não tinha nada nele que estava normal. Meu exame estava todo alterado, e quando eu vi isso, eu fiquei muito decepcionada comigo, eu me perguntava: “como é que eu deixei minha saúde chegar nesse ponto?”, “como é que eu fiz isso comigo?”, e a decepção foi tão grande, que na hora  eu comecei a chorar,  porque eu tinha plena consciência que o culpado disso tudo era eu…eu não me cuidei, eu negligenciei a minha saúde.

    Eu lembro certinho o dia que eu peguei o resultado desse exame, foi no dia 3 de abril de 2021, e depois de ler todo o exame foi como se uma luz tivesse ascendido na minha cabeça e uma chave tivesse virado.

    Eu encaminhei o exame para a minha nutricionista, conversei muito com ela, falei que eu estava super decepcionada comigo e que eu não queria mais me descuidar tanto, não queria acabar com minha saúde. A nutricionista me aconselhou bastante e já foi montando meu plano alimentar.

    Levei meus exames para  endocrinologista e lá ela me explicou o que estava acontecendo comigo, e bom, nada estava bom, mas eu ainda tinha oportunidade de reverter esses resultados, porque sim, estavam alterados, mas da forma que estavam eu ainda  consegui reverter, não tinha chegado no ponto dessas alterações se transformarem em uma doença crônica, como diabetes, então eu ainda podia mudar a minha saúde.

    • doenças crônica: As doenças crônicas são caracterizadas basicamente por serem doenças que possuem um lento desenvolvimento e uma longa duração, muitas delas ainda não possuem uma cura. Elas são categorizadas por dois tipos: doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e as transmissíveis.

    O mais louco, é que quem me olhava por fora, não imaginava o que estava acontecendo por dentro, e nem eu imaginava que estava acontecendo tudo isso, eu achava que a queda do meu cabelo, o desânimo e as dores, sei lá, fossem uma falta de vitamina. Por isso eu digo que, esses meus problemas de saúde eram silenciosos e hoje eu agradeço muito o meu cabelo ter caído tanto, porque só assim eu resolvi buscar ajuda.

    E bom, com o resultado desses exames a médica foi muito sincera comigo, eu precisava mudar meu estilo de vida para poder baixar essas taxas e voltar a ficar saudável, e consequentemente a queda do cabelo iria diminuir, as dores e o meu ânimo iria melhorar.

    Eu não vou citar os remédios que ela me passou, até porque, cada caso é um caso, mas sim, eu comecei um tratamento medicamentoso, eu tomo em média uns 5 comprimidos por dia, todas as manhãs. Comecei a praticar exercício físico regularmente 5 vezes na semana, estou fazendo acompanhamento nutricional, que na verdade é uma reeducação alimentar, estou tentando aprender mais sobre alimentação e melhorando a minha relação com a comida.

    Eu tenho a plena consciência que sozinha eu não conseguiria fazer nada, eu não mudaria, eu precisava de bons profissionais que entendessem a minha situação e montasse o melhor tratamento possível, e claro, tudo dependia de mim, pois eles me passaram o tratamento, agora eu tinha que executar.

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    Eu na academia esse ano 🙂

    Falando assim, parece que foi muito rápido e fácil uma mudança, mas na verdade não foi. No começo foi muito difícil, eu tive alguns efeitos colaterais dos remédios, era difícil seguir uma alimentação diferente da que eu tinha, ter a disciplina de fazer exercício físico regularmente, porque sim gente, eu tenho preguiça também, às vezes não quero ir à academia.

     Mas sempre que a preguiça bate eu penso: “é pela minha saúde, é pelo meu bem, porque se eu tiver saúde eu vou conseguir fazer muitas coisas, eu vou conseguir fazer o meu trabalho, eu vou conseguir correr atrás dos meus sonhos, então preciso de saúde para fazer isso.” 

    Porque se tem uma coisa que é a mais pura verdade, é que, a nossa saúde é o nosso maior bem, com ela a gente consegue fazer tudo, se você tem saúde você consegue trabalhar, consegue encontrar seus amigos, consegue viver, agora se você não tem saúde ou se sua saúde está debilitada, tudo fica mais difícil, então eu sempre pensava nisso, sabe? Eu quero ter saúde para fazer as coisas que tanto gosto e ainda quero fazer.

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    Hoje enquanto eu escrevo esse texto, já se passaram 75 dias, quase 3 meses, desde o início do meu tratamento, nesse período eu mudei muita coisa. Eu acho impressionante que quando a gente encontra um tratamento para aquilo que está causando danos à nossa saúde, as coisas começam a fluir, porque nos primeiros 15 dias, seguindo certinho o tratamento, a alimentação e fazendo exercício físico, a queda do meu cabelo diminuiu absurdamente. O meu desânimo sumiu e aquela vontade louca de querer comer doce, porque eu comia doce todos os dias, essa vontade aos poucos foi desaparecendo.

    Então além de todos esses médicos que vem acompanhando o meu tratamento, eu também comecei um “tratamento” interno (terapia), comecei a avaliar tudo em mim, avaliar com calma para saber o que realmente me faz bem e o que não faz diferença nenhuma. Nisso eu descobri que eu descontava minhas emoções na comida, depois que eu entendi isso, foi muito mais difícil lidar com toda essa situação. kkkkk

    O autoconhecimento é doloroso para cacete, se auto conhecer não é uma tarefa fácil, dói, é um processo longo, e quando você reconhece seus atos, erros, defeitos, qualidades, quando você olha para você e percebe que tem coisas que precisam melhorar, é mais dolorido ainda, porque você precisa ter coragem para mudar.

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    Nesse período de 75 dias eu consegui diminuir o meu peso, pois estava com sobrepeso, meu cabelo parou de cair, consegui baixar algumas taxas dos meus exames, ainda tem algumas coisas que precisam ser controladas, mas muito mais do que isso, eu “aprendi” a ter equilíbrio. (Entre aspas, pois isso é um aprendizado diário).

    Novamente, escrevendo aqui e você lendo, parece que foi muito fácil, parece que está sendo fácil, porque sim, eu ainda estou em tratamento.

    Eu não vou mentir aqui, tem dias que realmente bate uma preguiça, um desânimo surreal, que tudo que eu quero é ficar de boa, sabe? E aí quando esse sentimento está muito alto, eu não vou na academia, foram poucas vezes que isso aconteceu, em 75 dias eu acredito que eu faltei quatro vezes na academia. Aos finais de semana eu me permito apreciar as doçuras da vida, então, eu tomo meu açaí, como uma pizza e assim eu tenho ido, uma busca diária por equilíbrio na vida!

    Uma das minhas médicas, que está fazendo acompanhamento comigo, ela diz uma coisa que é muito legal: “a nossa vida não é uma curva, não é uma linha reta… ela é um batimento cardíaco, tem horas que vai estar regulado, tudo certinho na mesma frequência, tem horas que vai ter um pico onde vai subir a energia, você vai conseguir seguir tudo certinho, vai estar empolgada, mas também vai ter momentos que o batimento vai para baixo e você vai ter um desânimo, não vai conseguir seguir com a rotina e tá tudo bem! A vida é isso.”

    Viver é a maior prova de resistência que a gente tem, não é fácil, nunca será, mas tem tantos momentos legais e bons que vale a pena tentar, por isso eu falo, ter saúde é fundamental. E isso é algo que ninguém pode fazer por você. Claro, cada caso é um caso, cada um tem uma realidade, tem uma genética, mas a gente tem que tentar buscar sempre o melhor para nossa saúde, tem tentar fazer pelo menos o mínimo.

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    Quando eu digo saúde, eu não falo somente da saúde física, eu falo da saúde mental também, que muitas vezes a gente deixa de lado, mas é uma das principais e que faz total diferença. Nossa, como faz!

    Eu resolvi ter essa conversa com você, porque talvez você esteja se esquecendo disso, que a saúde é tudo que você tem, e que depende exclusivamente de você. Eu demorei um pouco para perceber isso, tanto é que meus exames falaram por mim, mas agora que eu entendi eu vou tentando equilibrar, vou tentando seguir certinho, para nunca mais eu ter o susto e a decepção que eu senti comigo, quando eu peguei o resultado dos meus exames.

    Essa conversa não é para te desanimar, não é para você se comparar comigo, eu estou contando o que aconteceu na minha vida, o que fez eu virar essa chave e tentar me cuidar mais e não negligenciar a minha saúde. 

    Eu espero que eu tenha feito você olhar um pouquinho mais para você. E olha, não tem nada de errado você olhar para você, cuidar de você e tentar o melhor por você, porque quando a gente faz isso, vai ser um pouquinho mais fácil de passar as próximas fases.

    Se olhe com amor, se olhe com carinho, busque melhorar aquilo que te incomoda por você e pela sua saúde, não pelos outros, porque quando a gente tenta mudar pelos outros, as coisas não mudam, ficam empacadas, sabe? Então faça isso por você, para você, e tenha paciência, nada acontece do dia para noite.

    Isso não quer dizer que quando a sua saúde estiver ok, ou quando você conseguir se olhar com carinho, as coisas vão ser mais fáceis e tranquilas, isso não vai acontecer. Mas, você vai ter uma consciência maior de como passar por cada obstáculo que a vida vai colocando na sua frente.

    Eu sigo aqui tentando me cuidar, um processo diário, uma conversa diária comigo, sigo fazendo o meu tratamento para melhorar a minha saúde. Ah, e não quero ser exemplo pra ninguém, até porque, pra entender tudo isso, pra me colocar como prioridade, eu tive que chegar no meu limite e agora estou tentando concertar, então não me leve como exemplo, só leia minha história e reflita, decida o que é melhor para você e o que você consegue fazer.

    Eu espero que essa conversa tenha feito pelo menos uma pessoa refletir sobre si mesmo. Obrigada por ler até aqui, obrigada por me escutar e a gente se vê no próximo post. Um beijo com carinho Naiady Souza.